10 setembro 2006

Tum.
Tum.
Tum.

Estou vivo.
Meu coração não me deixa esquecer disso.
Pobre órgão, trabalha sem parar, obedecendo vontades superiores desconhecidas.
Ele não pode simplesmente parar porque está cansado. [embora um dia ele vá parar]

O ar entra e sai das minhas narinas o tempo todo.
Oxigênio, hidrogênio, gás carbônico....malditos carros que poluem o ar.
Frescor.
A chuva ameniza a brutalidade da vida, molha as folhas e acalma o coração mais aflito.

Abro os olhos. 16 horas. Fecho os olhos 9 da manhã.
Os dias dão lugar às madrugadas.
Só você me entende, escuridão e luar.
Embora meu coração tenha saudade da compreensão do sol.
Quando vai me abraçar novamente com seus raios calorosos?
Estou a esperar....já há tanto tempo.

Abro os olhos. 16 horas.
Pra que acordar? Me pergunto.
Levantar pra quê?
Meu sono me arrasta pelo dia, deprimido.
A mãe briga. Rapaz abusado.
Mal enxerga a negritude no coração do filho.
Mal percebe que as trevas o cercam.
2006, um ano pra esquecer...

Mas faltam ainda 3 meses.
Será que tudo pode mudar?
Por favor, me diz que sim....





Nenhum comentário: