Tum.
Tum.
Tum.
Estou vivo.
Meu coração não me deixa esquecer disso.
Pobre órgão, trabalha sem parar, obedecendo vontades superiores desconhecidas.
Ele não pode simplesmente parar porque está cansado. [embora um dia ele vá parar]
O ar entra e sai das minhas narinas o tempo todo.
Oxigênio, hidrogênio, gás carbônico....malditos carros que poluem o ar.
Frescor.
A chuva ameniza a brutalidade da vida, molha as folhas e acalma o coração mais aflito.
Abro os olhos. 16 horas. Fecho os olhos 9 da manhã.
Os dias dão lugar às madrugadas.
Só você me entende, escuridão e luar.
Embora meu coração tenha saudade da compreensão do sol.
Quando vai me abraçar novamente com seus raios calorosos?
Estou a esperar....já há tanto tempo.
Abro os olhos. 16 horas.
Pra que acordar? Me pergunto.
Levantar pra quê?
Meu sono me arrasta pelo dia, deprimido.
A mãe briga. Rapaz abusado.
Mal enxerga a negritude no coração do filho.
Mal percebe que as trevas o cercam.
2006, um ano pra esquecer...
Mas faltam ainda 3 meses.
Será que tudo pode mudar?
Por favor, me diz que sim....
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